O Governo do Distrito Federal registrou um déficit de R$ 1,9 bilhão entre janeiro e abril de 2026, arrecadando R$ 13,4 bilhões e gastando R$ 15,3 bilhões. Os dados foram apresentados na Câmara Legislativa, onde a Secretaria de Economia afirmou que ações para controlar despesas estão em andamento e prevê superávit de R$ 2 bilhões até o final do ano.

Durante reunião na Câmara Legislativa, o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, ressaltou que houve melhora em relação à previsão inicial, que indicava déficit de R$ 1,7 bilhão, com resultado final de superávit de R$ 862 milhões no período. O relatório das metas fiscais foi apresentado aos parlamentares, destacando desempenho superior ao esperado.

Na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, representantes do governo apontaram que, apesar da Lei de Diretrizes Orçamentárias prever um resultado negativo de R$ 1,5 bilhão, o DF terminou com superávit de R$ 373 milhões. O secretário-executivo da Fazenda, Clidiomar Soares, informou que as receitas de R$ 13,4 bilhões entre janeiro e abril representam crescimento nominal de 10,35% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A principal preocupação do governo são os gastos. Ailton Ferreira Cavalcante, secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento, afirmou que o déficit poderia chegar a R$ 5 bilhões sem as medidas de contenção. José Luiz Marques Barreto, subsecretário do Tesouro, enfatizou melhorias na gestão pública, enquanto Marcelo Alvim, secretário adjunto, observou que este foi o primeiro mês, em 30 meses, com receitas superiores às despesas.

Os investimentos em saúde e educação atingiram cerca de 21%, abaixo dos 25% estabelecidos pela Constituição. Para a saúde, foram aplicados R$ 1,14 bilhão, valor inferior ao mínimo exigido de R$ 1,31 bilhão, mas, segundo o governo, esse montante pode ser ajustado até dezembro. Na educação, o índice foi de 21,75%.

A dívida líquida do Distrito Federal ficou em 13,22%, abaixo do limite de 200% definido pelo Senado. As despesas com pessoal representaram 40,45% da receita líquida, dentro do limite prudencial de 46,55%. O ICMS foi o principal tributo, com R$ 4,5 bilhões arrecadados, representando 46,38% da receita tributária e alta de 11,06%. O SUS transferiu R$ 556 milhões, aumento de 36,6%, e os fundos de participação somaram R$ 649,4 milhões.